A família de uma adolescente de 15 anos, integrante da orquestra da Igreja Assembleia de Deus (Templo Sede), no Centro de Cuiabá, denunciou que a jovem teria sido vítima de assédio sexual praticado por um colega de banda identificado pelas iniciais M.S.L. O caso teria ocorrido em novembro de 2025 e resultou na concessão de medidas protetivas de urgência, que, segundo os familiares, estariam sendo ignoradas.
No boletim de ocorrência registrado pela avó, o investigado teria enviado mensagens constantes e feito pressão para encontros, além de citar episódios de contato físico não consentido. A família afirma que a adolescente ficou abalada e que o caso impactou a rotina da casa.
Em decisão de plantão, o magistrado João Bosco Soares da Silva deferiu medidas protetivas, incluindo:
- proibição de contato com a adolescente e familiares por qualquer meio;
- distância mínima de 1.000 metros da vítima;
- suspensão de porte ou posse de armas, entre outras determinações.
Apesar das restrições, os familiares relatam que o investigado teria mantido atividades ligadas à orquestra e que um episódio no sábado, 14 de fevereiro de 2026, no Grande Templo, pode caracterizar descumprimento da decisão. A família também critica a postura da instituição religiosa, alegando que não houve medidas rigorosas e que o investigado teria sido apenas transferido para outra congregação.
A família afirma temer que a circulação do investigado em ambientes religiosos facilite encontros com a adolescente. O descumprimento de medida protetiva pode configurar crime e motivar providências mais rigorosas, a depender da apuração e das decisões judiciais no caso.







