Defesa pede impronúncia e tenta impedir júri de PM acusado de matar personal em Várzea Grande

Foto: Reprodução

A defesa do soldado da Polícia Militar Raylton Duarte Mourão, preso preventivamente, protocolou alegações finais na 1ª Vara Criminal de Várzea Grande pedindo a impronúncia do réu — medida que, se acolhida, impede o envio do caso ao Tribunal do Júri. O militar é acusado de envolvimento na morte da personal trainer Rozeli da Costa Souza Nunes.

Segundo a reportagem, a vítima foi assassinada a tiros na manhã de 11 de setembro de 2025, dentro de um Renault Sandero, no bairro Cohab Canelas. Câmeras de segurança registraram a aproximação de dois homens em uma motocicleta preta e a sequência de quatro disparos; Rozeli morreu ainda no local.

Nas alegações, os advogados afirmam que não há prova técnica capaz de vincular o policial ao crime, citando ausência de apreensão da arma e da motocicleta e falta de perícia balística, além da inexistência de testemunha ocular que identifique os autores. A defesa também questiona a regularidade das imagens usadas na investigação, alegando que o processo teria apenas recortes e “prints”, sem cadeia de custódia comprovada.

Outro ponto levantado é a suposta coação na confissão prestada pelo militar durante a fase policial, que, conforme a defesa, seria inválida. Os advogados ainda criticam a denúncia por não individualizar condutas e pedem que Raylton e o corréu Vitor Hugo Oliveira da Silva não sejam submetidos ao júri. O pedido aguarda decisão do juízo responsável.

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