O governo federal estuda transformar o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) em uma avaliação de alcance regional, com aplicação em países da América do Sul já em 2026. A proposta foi anunciada pelo ministro da Educação, Camilo Santana, e inclui levar o exame para Buenos Aires (Argentina), Montevidéu (Uruguai) e Assunção (Paraguai).
O objetivo é permitir que:
- brasileiros residentes no exterior possam fazer o exame sem precisar viajar para o Brasil;
- estrangeiros interessados em estudar em universidades brasileiras possam utilizar o ENEM como porta de entrada.
O Inep está responsável pelos estudos técnicos da proposta e deve apresentar, até março de 2026, o formato final da prova, incluindo a possibilidade de aplicação digital.
O governo anunciou ainda que o ENEM passará a ser usado como avaliação oficial para estudantes do 3º ano do ensino médio, substituindo o SAEB nesse ciclo. A mudança aproxima a avaliação nacional do currículo da etapa final da educação básica e conecta o desempenho escolar ao ingresso no ensino superior.
A proposta também dialoga com a política de integração regional do governo, ampliando:
- circulação acadêmica entre países vizinhos;
- atração de estudantes estrangeiros para universidades brasileiras;
- internacionalização da educação pública.
Para instituições de ensino superior, sobretudo das regiões Centro-Oeste e Norte, a medida pode representar aumento de demanda por vagas e potencial de intercâmbio com países fronteiriços.
O governo ainda não divulgou:
- número de vagas que poderão ser destinadas a estrangeiros;
- logística e custos da aplicação internacional;
- critérios de seleção para universidades que aceitarem candidatos estrangeiros via ENEM.
O Ministério da Educação deve apresentar novas informações após a conclusão dos estudos do Inep.





