Familiares de Valdeir Rodrigues Bandeira Júnior contestaram a prisão dele, ocorrida em 17 de dezembro de 2025, por suposto envolvimento na morte do policial penal José Arlindo da Cunha, de 55 anos. O crime, segundo a publicação, ocorreu no fim de novembro, no bairro Marajoara, em Várzea Grande.
Em entrevista ao VG Notícias, a esposa do investigado, Ester Rodrigues, afirmou que estava com o marido no dia do crime, em 22 de novembro, e disse que o casal foi até a região após ouvir que um homem conhecido como “Borracha” teria sido baleado. Ela sustenta que, ao perceberem que a vítima não era a pessoa mencionada inicialmente, voltaram para o carro e deixaram o local.
A esposa também questionou a manutenção da prisão e declarou que a defesa solicitou acesso ao trajeto registrado pela tornozeleira eletrônica que ele usava à época, mas que o pedido teria sido negado. No relato, ela afirma que o investigado estava preso havia 49 dias no momento da entrevista.
Ainda conforme a reportagem, a família diz que a prisão afetou a rotina e a renda da casa. Ester afirmou que as filhas presenciaram a ação policial no dia da detenção e que a mais velha, de seis anos, passou a fazer acompanhamento psicológico; a outra criança, de um ano e quatro meses, segundo ela, sente a ausência do pai. A mãe do investigado, Rita Rodrigues da Silva, também negou participação do filho no crime e reforçou a versão de que ele teria ido ao local “por curiosidade”.
Segundo o texto, Valdeir foi preso durante a Operação Contragolpe, deflagrada em 17 de dezembro de 2025, para cumprir mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra investigados pelo homicídio do policial penal. A publicação relata que, no dia do crime, o servidor foi espancado por um grupo e, em seguida, atingido por um disparo de arma de fogo. Até o momento citado na matéria, seis pessoas haviam sido presas por suspeita de envolvimento nas agressões que antecederam a morte.
Conforme declarado pelo delegado Caio Albuquerque, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa, a responsabilização, segundo ele, não se restringe a quem efetuou o disparo, indicando envolvimento de suspeitos também nas agressões.






