EUA retiram tarifas recíprocas de produtos agrícolas, mas cenário segue incerto para o Brasil

Foto: UNRESTRICTED POOL

Os Estados Unidos anunciaram a retirada de parte das tarifas recíprocas aplicadas a produtos agrícolas importados, medida que pode beneficiar setores do agronegócio brasileiro. A decisão ocorre em meio às pressões internas para reduzir preços de alimentos no mercado norte-americano e a renegociações comerciais bilaterais. Apesar disso, o Brasil segue em um cenário de incerteza quanto à extensão dos benefícios.

Nos últimos meses, diversos produtos brasileiros enfrentaram sobretaxas de até 50% para entrar nos EUA, o que reduziu a competitividade de itens como:

  • carne bovina;
  • café;
  • frutas;
  • produtos processados e derivados agrícolas.

Com a retirada parcial das tarifas, parte dessas mercadorias pode voltar a ter condições mais favoráveis de ingresso no mercado norte-americano. Entretanto, ainda não foi divulgada a lista completa de produtos brasileiros isentos após a revisão.

Segundo análises divulgadas pelo governo dos EUA e citadas no material, ainda não está claro:

  • quais produtos brasileiros serão plenamente beneficiados;
  • quais continuarão sob sobretaxa;
  • se a medida é temporária ou parte de um acordo mais abrangente;
  • se haverá novas exigências sanitárias, fitossanitárias ou de rastreabilidade.

Para o Brasil, isso significa que exportadores ainda precisam operar com cautela e monitorar as atualizações das autoridades americanas.

A decisão pode abrir oportunidade para retomada de exportações para os EUA. Para estados exportadores como Mato Grosso, que têm forte presença na produção de carne, soja, milho, algodão e frutas, a mudança pode aliviar pressão sobre preços e contratos internacionais.

No entanto, entidades do setor ainda cobram transparência sobre as novas regras e temem instabilidades nas próximas semanas.

O movimento dos EUA ocorre durante período de tensões diplomáticas e comerciais, com países buscando proteger consumidores diante da alta de preços. A retirada das tarifas pode ter sido motivada por:

  • combate à inflação interna norte-americana;
  • pressão de importadores e distribuidores de alimentos;
  • necessidade de estabilizar cadeias logísticas após oscilações recentes.

O Brasil, por sua vez, avalia estratégias para garantir previsibilidade ao agronegócio, enquanto aguarda definições definitivas de Washington.

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