Um caso que chocou Mato Grosso ganhou repercussão nacional nesta semana. A empresária e ex-Miss Taiany França Zimpel, dona da empresa T. F. Zimpel Ltda., foi acusada de manter 20 trabalhadores em condições análogas à escravidão em uma fazenda do estado. A operação foi realizada por equipes do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Federal, que resgataram as vítimas e registraram um cenário de total descaso humano.
Entre os resgatados estava um adolescente de 17 anos. Os auditores constataram que os trabalhadores não tinham carteira assinada, viviam sem acesso à água potável e dormiam em colchões velhos apoiados em tábuas ou redes improvisadas, ao lado de tambores com óleo e combustível. O local também não oferecia banheiros adequados nem alimentação suficiente.
Diante das provas, a empresa da ex-Miss assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPT, comprometendo-se a pagar R$ 1,6 milhão em indenizações — valor dividido entre verbas salariais, danos morais individuais e dano moral coletivo.
O MPT classificou o caso como grave violação aos direitos trabalhistas e humanos, reforçando que o combate ao trabalho escravo contemporâneo continua sendo prioridade em Mato Grosso, um dos estados com maior número de denúncias no país.
Em nota, a defesa de Taiany França Zimpel afirmou que a assinatura do TAC não representa confissão de culpa, e que a empresária colabora com as investigações, atribuindo as irregularidades a uma empresa terceirizada.
As investigações seguem em andamento e a empresa pode enfrentar novas sanções administrativas e criminais caso outras irregularidades sejam confirmadas.






