Justiça mantém prisão de empresário acusado de comandar fraude milionária contra o Grupo Bom Futuro

Foto: Reprodução

A Justiça de Mato Grosso manteve a prisão preventiva do empresário Vinícius de Moraes Souza, 29 anos, apontado como mentor de um esquema de fraude milionária que teria causado prejuízo superior a R$ 10 milhões ao Grupo Bom Futuro. A decisão foi tomada durante audiência de custódia por videoconferência, em Barra do Garças, e convertida pelo juiz Marcelo Sousa Melo Bento de Resende.

De acordo com a Polícia Civil, Vinícius, sócio da empresa ABS Transportes, teria estruturado um esquema de desvio envolvendo:

  • Duplicação de notas fiscais;
  • Cobrança por serviços de transporte de gado que não foram realizados;
  • Uso de empresas de fachada para redirecionar valores;
  • Participação de funcionários internos para validar documentos e simular operações.

O funcionário Welliton Dantas, que atuava no setor responsável por pagamentos, também foi preso e é investigado por inserir dados fictícios, emitir documentos irregulares e facilitar o fluxo dos pagamentos ilícitos.

Decisão judicial

Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que a manutenção da prisão preventiva é necessária para:

  • garantir a ordem pública;
  • evitar interferência na instrução processual;
  • assegurar a aplicação da lei penal;
  • impedir a continuidade da suposta prática criminosa.

A decisão foi reforçada por manifestação da direção da cadeia pública local, que atestou as circunstâncias do flagrante e a gravidade do caso.

As apurações são conduzidas pelas delegacias de Estelionato e Roubos e Furtos de Barra do Garças, que buscam identificar:

  • o valor total do prejuízo;
  • a existência de outros envolvidos;
  • vínculos de empresas de fachada utilizadas no esquema;
  • a relação entre contratos fictícios e operações reais de transporte.

O Grupo Bom Futuro, um dos maiores conglomerados do agronegócio do país, acompanha o caso e deve colaborar com informações e auditorias internas para auxiliar na investigação.

O caso acende alerta no segmento de logística e transporte de gado em Mato Grosso, onde fraudes envolvendo notas fiscais, duplicações e serviços fictícios ainda são recorrentes. Especialistas apontam que grandes grupos do agronegócio têm reforçado mecanismos de controle interno, auditoria e rastreabilidade para evitar prejuízos.

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