A poucos dias de deixar o comando da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo afirmou que não teme os desdobramentos da CPI da Saúde instalada na Assembleia Legislativa e negou a existência de irregularidades em contratos investigados pela comissão.
A declaração foi dada nesta quarta-feira, 25 de março, durante entrevista na inauguração da reforma da Escola Estadual Dunga Rodrigues. Segundo o secretário, uma denúncia relacionada à gestão da Saúde já foi apurada pela Polícia Civil e não teria apontado qualquer irregularidade. “Nada foi encontrado”, declarou, conforme a reportagem.
Em declarações anteriores lembradas pela matéria, Gilberto voltou a afirmar que a CPI tem viés político e serviria para gerar desgaste ao Governo do Estado. Mesmo assim, ele disse que a pasta continuará colaborando com os trabalhos da comissão e que todas as informações requisitadas pelos parlamentares serão fornecidas.
Instalada no início do mês, a CPI da Saúde terá prazo inicial de 180 dias para apuração. Entre as primeiras medidas adotadas estão pedidos de documentos e relatórios a órgãos como Polícia Civil, Polícia Federal, Controladoria-Geral do Estado, Procuradoria-Geral do Estado e Tribunal de Contas do Estado.
A comissão também pretende acessar o inquérito da Operação Espelho, conduzido pela Polícia Civil, que apura um suposto esquema envolvendo contratos da Secretaria de Estado de Saúde e possível prejuízo de até R$ 35 milhões aos cofres públicos.
Ao comentar sua saída da pasta, prevista para o dia 31, Gilberto Figueiredo afirmou que entrega a secretaria em condições melhores do que encontrou. Segundo ele, a gestão herdou dívida de aproximadamente R$ 600 milhões, repasses atrasados aos municípios e limitações estruturais, enquanto sua administração teria avançado com a construção e o lançamento de seis hospitais, além da inauguração do Hospital Central e de uma unidade em Alta Floresta.







