Governo endurece regras e amplia lista de itens proibidos na bagagem de viajantes

Foto: Reprodução

O Governo Federal publicou novas regras que endurecem a fiscalização sanitária e ampliam a lista de itens proibidos na bagagem de viajantes que entram no Brasil. As medidas passam a valer a partir de fevereiro de 2026 e substituem normas em vigor desde 2019.

A mudança tem como objetivo reforçar a proteção da sanidade agropecuária brasileira, evitando a entrada de pragas, doenças e agentes contaminantes que possam causar prejuízos ao agronegócio e à saúde pública.

Com a nova regulamentação, o conceito de bens agropecuários sujeitos à inspeção foi ampliado. A fiscalização passa a abranger, de forma mais rigorosa, itens como:

  • alimentos de origem animal e vegetal;
  • bebidas fermentadas, como vinhos e cervejas artesanais;
  • sementes, mudas e material genético;
  • produtos veterinários e rações;
  • embalagens e suportes de madeira;
  • amostras biológicas, kits laboratoriais e materiais de pesquisa.

A lista completa de produtos permitidos e proibidos será atualizada permanentemente no site do Vigiagro (Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional), responsável pelo controle sanitário em portos, aeroportos e fronteiras.

Outra mudança relevante é a obrigatoriedade de declaração para viajantes que, nos 15 dias anteriores à entrada no Brasil, tenham visitado:

  • fazendas;
  • áreas de produção agropecuária;
  • feiras, exposições rurais ou eventos com animais.

Mesmo que o viajante não esteja transportando produtos, a informação deverá ser prestada às autoridades, permitindo avaliação de risco sanitário.

As novas regras passam a operar de forma integrada com a Declaração Eletrônica de Bens do Viajante (e-DBV), da Receita Federal. Com isso, dados informados pelo viajante poderão ser compartilhados com o Vigiagro para direcionar inspeções e ações de fiscalização.

O governo alerta que o descumprimento das normas poderá resultar em:

  • retenção e destruição dos produtos irregulares;
  • aplicação de sanções administrativas;
  • impedimento de ingresso do item no país.

Segundo as autoridades, as medidas visam evitar prejuízos bilionários ao setor agropecuário brasileiro, que é altamente sensível à introdução de doenças e pragas vindas do exterior.

A recomendação é que viajantes consultem previamente a lista oficial de itens permitidos antes de embarcar, evitando transtornos na chegada ao país. O governo reforça que as regras não têm caráter arrecadatório, mas preventivo e sanitário.

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