O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já gastou mais com contas de água nos palácios presidenciais do que todo o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os dados, divulgados pelo portal Hora Brasília, apontam aumento significativo das despesas com abastecimento desde o início da atual gestão.
Segundo o levantamento, em 2023, primeiro ano do atual governo, foram gastos R$ 3,9 milhões com contas de água nos palácios da Presidência da República. Já em 2024, o valor saltou para R$ 5,3 milhões, ultrapassando os R$ 4,8 milhões somados durante os quatro anos de governo Bolsonaro (2019–2022).
Os valores englobam as despesas de prédios como o Palácio da Alvorada, Palácio do Planalto, Granja do Torto e residências oficiais utilizadas pela Presidência.
Durante o governo Bolsonaro, os gastos se mantiveram estáveis, com média anual de pouco mais de R$ 1,2 milhão. No atual governo, o custo médio anual quase triplicou.
Fontes do governo alegam que o aumento está ligado à reforma de estruturas hidráulicas antigas, ao uso mais frequente de espaços oficiais para eventos e à ampliação da equipe de manutenção e limpeza.
No entanto, opositores afirmam que os números demonstram falta de controle de despesas públicas e gestão ineficiente dos recursos, especialmente em um contexto de ajuste fiscal.
Parlamentares da oposição prometem solicitar auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) para verificar a origem e a justificativa dos gastos. A base governista, por sua vez, tenta minimizar o impacto político, argumentando que as contas refletem reajustes tarifários e custos de manutenção acumulados desde 2019.
Os dados foram obtidos por meio do Portal da Transparência, ferramenta oficial que registra todas as despesas da administração federal. Especialistas em finanças públicas alertam que, embora o gasto com água represente uma pequena fração do orçamento, o aumento serve de termômetro da eficiência administrativa e da gestão patrimonial do governo.





