O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva colocou em andamento um pacote de medidas para reduzir o impacto da alta dos combustíveis e ampliar o alívio financeiro a famílias endividadas. Entre os principais eixos estão o reforço de subsídios ao diesel e a discussão de uma nova rodada de renegociação de dívidas em modelo semelhante ao Desenrola Brasil.
Na área dos combustíveis, o pacote anunciado nesta segunda-feira, 6 de abril, inclui subvenção extra ao diesel produzido no país, apoio ao diesel importado, incentivo ao gás de cozinha importado e zeragem de tributos federais sobre biodiesel e querosene de aviação. As medidas foram apresentadas como resposta à pressão sobre os preços de energia e seus efeitos sobre inflação, transporte e custo de vida.
Ao mesmo tempo, integrantes do governo discutem a retomada de um programa de renegociação de dívidas com estrutura inspirada no Desenrola Brasil. A proposta mira a redução da inadimplência e a ampliação do alcance da política de crédito e recuperação financeira para a população de baixa renda e consumidores endividados.
Nos bastidores políticos, publicações sobre o tema associam a ofensiva econômica ao momento de desgaste do governo e à necessidade de reagir no campo da opinião pública. Embora essa leitura apareça em reportagens e análises, o que está objetivamente confirmado até aqui é a adoção do pacote voltado aos combustíveis e a discussão, dentro do governo, de nova estratégia para renegociação de dívidas.







