O Impostômetro, painel que mede em tempo real o total de tributos pagos pelos brasileiros, alcançou nesta terça-feira (7) a marca de R$ 3 trilhões arrecadados em 2025. O valor foi atingido 25 dias antes do registrado em 2024, quando o montante foi alcançado apenas em 1º de novembro, segundo dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
O número indica um crescimento de cerca de 10% na arrecadação nacional e reflete uma série de fatores econômicos, entre eles: o aquecimento do consumo interno, a inflação sobre bens e serviços e o impacto de novas tributações implantadas pelo governo federal — como a taxação de apostas online, a reoneração da folha de pagamento, a cobrança sobre encomendas internacionais e as mudanças em fundos exclusivos.
Especialistas apontam que o avanço da arrecadação mostra a força da economia, mas também evidencia o peso da carga tributária sobre a população e as empresas. Em paralelo, o painel indica que os gastos públicos já somam quase R$ 4 trilhões, revelando déficit crescente nas contas públicas.
Em Mato Grosso, o aumento da arrecadação também é visível. Dados da Secretaria de Fazenda apontam alta nas receitas do ICMS, impulsionadas pelo agronegócio, energia e combustíveis — setores que mais contribuem para a economia estadual.
Apesar do recorde de arrecadação, analistas defendem que o país precisa de reformas estruturais para equilibrar despesas e reduzir a complexidade do sistema tributário.





