Deputada Janaína Riva denuncia servidores de Rondonópolis por ataques de cunho sexual

FOTO REPRODUÇÃO: SBT Comunidade/Arquivo

A deputada estadual Janaína Riva (MDB) denunciou à Polícia Civil de Mato Grosso servidores comissionados da Prefeitura de Rondonópolis por supostos ataques verbais e áudios com conteúdo sexual e misógino. A parlamentar registrou boletim de ocorrência na última quinta-feira (6), após o vazamento de mensagens em grupos de WhatsApp que continham ofensas de cunho sexual direcionadas a ela.

De acordo com o registro, os áudios foram gravados por um servidor identificado pelas iniciais D.M.S., que teria usado expressões degradantes e comentários ofensivos sobre a deputada. As mensagens circulavam entre grupos internos da administração municipal e chegaram ao conhecimento da parlamentar por meio de apoiadores e servidores locais.

Janaína afirmou que o caso ultrapassa os limites da crítica política e caracteriza violência de gênero e importunação sexual, reforçando que não se calará diante de ataques machistas.

“O que aconteceu comigo não é apenas uma ofensa pessoal, é um ataque a todas as mulheres que ocupam cargos públicos e enfrentam o preconceito diariamente”, declarou a deputada.

Após a repercussão, o servidor foi exonerado da função na Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder).

Em nota oficial, a empresa pública informou que repudia qualquer tipo de violência verbal ou sexual e que a demissão ocorreu imediatamente após a confirmação dos áudios.

A Polícia Civil investiga o caso pelos crimes de:

  • Importunação sexual (art. 215-A do Código Penal)
  • Injúria (art. 140 do Código Penal)

A delegacia especializada em Rondonópolis conduz a apuração para identificar todos os envolvidos na disseminação dos áudios e confirmar a autoria das gravações.

O MDB de Mato Grosso divulgou nota pública em apoio à deputada, destacando que o episódio representa violência política de gênero.

Lideranças da Assembleia Legislativa também manifestaram solidariedade à parlamentar, reforçando a necessidade de respeito institucional e combate à misoginia.

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