O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) no Congresso afirmou que o Projeto de Lei Antifacção foi “subtraído” de sua proposta original e passou a ser usado como instrumento eleitoral pela oposição. A declaração reacende o embate entre governo e parlamentares contrários à gestão federal sobre o controle da pauta de segurança pública.
Segundo o petista, a proposta que nasceu dentro do Executivo, voltada ao enfrentamento do crime organizado, teria sido apropriada por outros partidos, que alteraram o texto e desviaram o foco para atender interesses políticos e eleitorais.
O PL Antifacção busca tipificar legalmente as facções criminosas e endurecer punições para integrantes e financiadores dessas organizações. No entanto, a disputa sobre quem lidera o projeto virou mais um ponto de conflito entre governo e oposição.
Integrantes da base governista afirmam que o texto sofreu mudanças profundas durante a tramitação e que parte da oposição tenta capitalizar o tema para fortalecer discursos eleitorais ligados à segurança pública.
Nos bastidores, o governo federal tenta recuperar o protagonismo na discussão do PL, reforçando que o combate às facções é prioridade institucional, e não pauta de campanha. O Palácio do Planalto articula ajustes para resgatar o teor original da proposta e evitar novas distorções políticas.





