Um vídeo divulgado nas redes sociais oficiais do governo dos Estados Unidos mostra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, caminhando algemado nas instalações da Agência Antidrogas dos EUA (DEA) em Nova York, após ser capturado em uma operação militar lançada pelos Estados Unidos em território venezuelano.
As imagens, compartilhadas no perfil oficial da Casa Branca na plataforma X, reproduzem o chamado “perp walk” — um termo em inglês utilizado para descrever a apresentação pública de presos pelas forças de segurança, geralmente sob forte vigilância de câmeras e fotógrafos.
Segundo informações oficiais dos Estados Unidos, Maduro foi capturado na madrugada de sábado (03) durante uma ofensiva em Caracas, na qual também foi detida sua esposa, Cilia Flores. O casal foi levado a um navio de guerra norte-americano e, posteriormente, transferido para o território norte-americano.
Após passar pelos procedimentos de identificação em Nova York, o ex-presidente foi conduzido a um centro de detenção onde permaneceria ao menos durante a noite. A operação foi amplamente divulgada por autoridades norte-americanas como parte de uma ação de combate ao narcotráfico internacional.
Em pronunciamento após a ação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo norte-americano assumirá o comando político da Venezuela durante um período de transição e que também tomará o controle das reservas petrolíferas do país vizinho. Trump voltou a acusar Maduro de liderar um cartel de narcotráfico responsável por grandes fluxos de drogas para os Estados Unidos.
Essa ofensiva representa a maior intervenção direta norte-americana na história recente da Venezuela, com ataques a instalações militares e infraestrutura estratégica no país. A administração Trump havia elevado a recompensa por informações levando à prisão de Maduro para US$ 50 milhões meses antes da operação.
A ação tem provocado repercussão global entre líderes políticos e organizações internacionais. Países aliados da Venezuela, como Cuba, relataram perdas humanas entre suas forças de segurança durante os ataques norte-americanos e declararam dias de luto nacional. Além disso, potências como China e Rússia condenaram a operação, exigindo a libertação imediata de Maduro e responsabilizando os EUA por violar o direito internacional.
Enquanto isso, líderes europeus ressaltaram a necessidade de respeitar princípios do direito internacional, mesmo diante das acusações que norte-americanos fazem contra o ex-presidente venezuelano.
Após a chegada a Nova York, Maduro foi detido e encaminhado a um centro de detenção federal conhecido por abrigar presos de alto perfil. Ele deve responder a acusações relacionadas ao narcotráfico internacional e à tentativa de tráfico de substâncias ilícitas, acusações que ele nega.
A presença de Maduro em território norte-americano marca um capítulo sem precedentes nas relações entre os dois países e levanta questões sobre os próximos passos da política externa dos Estados Unidos e os efeitos dessa intervenção sobre a estabilidade regional.






