Morador de Mato Grosso segue preso por atentado com explosivos no Aeroporto de Brasília

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

Um morador de Mato Grosso segue preso preventivamente por envolvimento na tentativa de atentado com explosivos registrada nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília, ocorrida em dezembro de 2022. A decisão pela manutenção da prisão foi confirmada nesta semana pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O investigado, Alan Diego dos Santos Rodrigues, residente no município de Comodoro (MT), é apontado como um dos responsáveis pela colocação de um artefato explosivo em um caminhão-tanque carregado com combustível, estacionado nas imediações do aeroporto. O artefato não chegou a detonar, evitando uma tragédia de grandes proporções.

Ao analisar pedido da defesa, o ministro Alexandre de Moraes decidiu manter a prisão preventiva, destacando que não houve fato novo capaz de justificar a substituição da medida por cautelares menos gravosas. Segundo o entendimento do ministro, a liberdade do réu poderia representar risco à ordem pública e ao andamento do processo penal.

A decisão ressalta ainda que há indícios de que o acusado atuou de forma consciente e coordenada, inclusive realizando ligações telefônicas logo após a colocação do explosivo, o que, para a Corte, demonstra potencial de reiteração criminosa.

Além de Alan Diego, outros dois investigados — George Washington de Oliveira Sousa e Wellington Macedo de Souza — também se tornaram réus no processo. O STF aceitou denúncia pelos crimes de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado e atentado contra a segurança do transporte aéreo.

O caso está inserido em um conjunto mais amplo de investigações que apuram atos antidemocráticos e ações violentas ocorridas no período que antecedeu e sucedeu as eleições presidenciais de 2022.

O episódio ocorreu às vésperas do Natal de 2022, quando a presença do explosivo foi identificada antes da detonação. Segundo as investigações, caso o artefato tivesse sido acionado, o impacto poderia ter sido catastrófico, colocando em risco passageiros, trabalhadores do aeroporto e a segurança aérea da capital federal.

Desde então, o réu permanece custodiado em unidade prisional de Mato Grosso, à disposição da Justiça.

Com a manutenção da prisão, o processo segue para a fase de instrução, com coleta de provas, oitivas de testemunhas e demais atos processuais. Não há, até o momento, previsão para julgamento final.

O caso segue sob acompanhamento do Supremo Tribunal Federal, dada a gravidade dos fatos e a repercussão nacional envolvendo a segurança pública e a ordem democrática.

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