O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão de quatro servidores federais no Inquérito das Fake News, sob suspeita de acessos irregulares a sistemas da Receita Federal para obtenção e vazamento de informações fiscais de autoridades e familiares. Segundo o STF, foram identificados “diversos e múltiplos acessos ilícitos” sem justificativa funcional.
De acordo com a reportagem, a investigação é conectada ao chamado “caso Master” após a publicação de reportagens com dados sobre a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e sua relação contratual com o Banco Master, além de conteúdos jornalísticos envolvendo transações relacionadas ao ministro Dias Toffoli e pessoas ligadas ao banco. O texto aponta que os servidores podem responder por violação de sigilo funcional.
A operação, solicitada pela Procuradoria-Geral da República, incluiu cumprimento de mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Conforme a matéria, os investigados foram afastados, proibidos de acessar sistemas da Receita, tiveram passaportes cancelados e passaram a ser monitorados por tornozeleira eletrônica.
Ainda segundo a publicação, a Receita informou que iniciou auditoria para rastrear acessos a dados de ministros e parentes. O órgão também afirmou não ter encontrado acesso a dados do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e familiares.
No desdobramento institucional citado, a reportagem afirma que a relatoria do inquérito do Master foi transferida por sorteio ao ministro André Mendonça, que deverá avaliar indícios apontados pela Polícia Federal, após manifestação do Ministério Público.







