Brasília — O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou ter participado de um suposto encontro com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e com o então presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, em Brasília.
A informação sobre a reunião foi divulgada inicialmente pela imprensa, apontando que o encontro teria ocorrido em um fim de semana do primeiro semestre de 2025, na residência de Daniel Vorcaro, em meio às tratativas sobre a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB.
Em nota pública, Moraes classificou a reportagem como:
- “Falsa e mentirosa”
- Parte de um “padrão criminoso de ataques desqualificados contra integrantes do STF”
O ministro afirmou categoricamente que:
- A reunião nunca ocorreu
- Não houve qualquer participação sua em negociações relacionadas ao Banco Master
Contexto: Banco Master e BRB
O episódio ocorre em meio à crise envolvendo o Banco Master, que foi alvo de investigações por:
- Suspeitas de fraudes financeiras
- Concessão irregular de créditos
- Tentativa de venda ao Banco de Brasília (BRB)
Posteriormente, o Banco Central determinou a liquidação do Banco Master, após identificar indícios de irregularidades.
Em novembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro e outros investigados foram alvos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, que apura:
- Fraudes bancárias
- Créditos falsos
- Possíveis prejuízos estimados em até R$ 17 bilhões
Reportagens anteriores indicaram que:
- Moraes teria se reunido com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, antes da liquidação do Master
- O ministro afirmou que esses encontros trataram exclusivamente da Lei Magnitsky, aplicada pelo governo dos Estados Unidos contra ele
- Um escritório de advocacia ligado à família de Moraes já teria prestado serviços jurídicos ao Banco Master, antes da crise
Desde dezembro de 2025, as investigações sobre o Banco Master tramitam no Supremo Tribunal Federal, devido ao alcance institucional e ao impacto financeiro do caso.
O STF, por meio de sua assessoria, reforçou que:
- Não há comprovação do encontro noticiado
- Reportagens sem provas podem configurar ataques institucionais à Corte
- O Judiciário seguirá atuando para proteger a credibilidade das instituições





