MST critica captura de Maduro pelos EUA e avalia enviar militantes à Venezuela

Foto: Laís Alanna/MST

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) criticou duramente a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e disse que não descarta a possibilidade de enviar militantes à Venezuela em apoio ao país, caso seja necessário.

Em nota divulgada nesta terça-feira (06), o movimento classificou a ação norte-americana como um “sequestro” e uma “invasão”, ressaltando que ainda não definiu a extensão das ações que poderá adotar, mas reafirmou sua solidariedade com o povo venezuelano e sua luta por soberania e auto-determinação.

Segundo o MST, a possiblidade de envio de militantes “in loco” à Venezuela — ou seja, diretamente ao país — está sendo avaliada, embora ainda não haja definição de quando ou como isso ocorreria. A nota afirma que o movimento mantém relações históricas de solidariedade com a Venezuela, incluindo projetos de apoio à produção de alimentos e ao desenvolvimento de tecnologias de agroecologia no país vizinho.

A organização destacou que parte de sua atuação tem sido voltada para denunciar o que considera intervenção estrangeira e violações de soberania, como a ação dos EUA que resultou na captura de Maduro e que teria causado mortes. “Nesse primeiro momento estamos focados em denunciar o sequestro, a invasão e as mortes causadas pelo governo dos Estados Unidos”, afirma a nota do MST.

Reuniões virtuais envolvendo o MST e outras organizações de esquerda no Brasil já discutiram estratégias de mobilização internacional, incluindo a realização de atos e protestos em embaixadas e consulados dos Estados Unidos. A organização frisou que a atuação direta na Venezuela dependerá da “necessidade” e que suas frentes de atuação podem ser ampliadas se for considerado necessário naquele contexto.

A posição do MST ocorre em meio a um contexto de forte tensão internacional, com diversos países e movimentos sociais criticando a ação militar norte-americana na Venezuela como violação de direito internacional e soberania nacional.

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