Profissionais recusaram atendimento ao perceber que o “paciente” era um boneco hiper-realista

Foto: Reprodução

Uma situação inusitada chamou a atenção de profissionais da saúde e moradores de Várzea Grande (MT) neste fim de semana. Uma mulher procurou atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para um suposto bebê doente — que, na verdade, era um “bebê reborn”, boneco hiper-realista que imita com perfeição um recém-nascido.

De acordo com informações da Superintendência da UPA, a mulher chegou ao local afirmando que o “filho” apresentava sintomas gripais e pediu que fosse atendido com urgência. A equipe acolheu a paciente e logo percebeu que se tratava de um boneco, e não de uma criança real.

Surpresos com a situação, os profissionais explicaram que o atendimento médico é restrito a pacientes reais, conforme as normas do Sistema Único de Saúde (SUS), que exige registro civil e cartão do SUS para qualquer consulta.

O episódio rapidamente se espalhou entre os funcionários e moradores da região, gerando surpresa e curiosidade. De acordo com nota da administração da unidade, nenhum protocolo foi violado, e a mulher foi orientada a procurar apoio psicológico, caso o vínculo emocional com o boneco esteja relacionado a algum quadro de perda ou trauma.

Especialistas explicam que o apego a bonecos reborn é comum em pessoas que buscam compensação emocional ou conforto psicológico, especialmente entre mães que perderam filhos ou enfrentam dificuldades afetivas.

Os bebês reborn são bonecos confeccionados artesanalmente com materiais que simulam o peso, a textura e os traços de um recém-nascido real. Cada exemplar pode custar de R$ 2 mil a R$ 10 mil, e o colecionismo tem crescido no Brasil, principalmente em comunidades nas redes sociais.

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