Fonte: Hora Brasília, Reuters, AP News e El País
O incêndio registrado na tarde de quinta-feira (20) em um dos pavilhões da Zona Azul da COP30, em Belém (PA), expôs problemas estruturais que já haviam sido apontados formalmente pela Organização das Nações Unidas (ONU) ao governo brasileiro dias antes. A informação foi divulgada inicialmente pelo portal Hora Brasília e confirmada por veículos internacionais como Reuters, AP News e El País.
De acordo com o documento revelado pelo Hora Brasília e confirmado por reportagens da Gazeta do Povo e O Tempo:
- havia temperaturas muito altas em salas sem climatização;
- pavilhões apresentavam infiltrações e água escorrendo por luminárias, gerando risco elétrico;
- a ONU mencionou a necessidade de reparos urgentes devido à frequência de chuvas em Belém;
- falhas de segurança já haviam sido registradas, como a invasão de manifestantes em áreas restritas.
A carta foi assinada por Simon Stiell, secretário-executivo da UNFCCC.
Segundo a Reuters e a AP News, o incêndio começou por volta das 14h e atingiu parte da estrutura da Zona Azul. Delegados foram evacuados, as negociações foram suspensas e ao menos 13 pessoas precisaram de atendimento por inalação de fumaça.
A reportagem do El País destacou que o fogo reacendeu críticas à estrutura improvisada e incompleta montada para a conferência.
A notícia rapidamente ganhou espaço na imprensa mundial.
Relatos mencionados pela Reuters indicam que delegações reclamaram de:
- falta de ar-condicionado,
- calor extremo,
- vazamentos de água,
- instalações elétricas expostas.
O fato de a ONU já ter alertado formalmente sobre os problemas agravou a percepção de falhas de planejamento do governo brasileiro.
A repercussão também afeta estados amazônicos como Mato Grosso, cuja participação na agenda climática global depende da credibilidade do país em temas ambientais, mercado de carbono e preservação da Amazônia.
A ONU solicitou um novo relatório ao governo brasileiro e a organização da COP30 deverá revisar contratos, corrigir estruturas e reforçar medidas de segurança.





