Operação apura esquema de armas e celulares na PCE em Cuiabá

Foto: PJC

A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (26) a Operação Tartufo para desarticular um grupo suspeito de integrar uma facção criminosa com atuação em Cuiabá e Várzea Grande. A investigação apura o comércio ilegal de armas de fogo e a introdução clandestina de celulares na Penitenciária Central do Estado (PCE), na Capital.

Ao todo, foram cumpridas três prisões preventivas e cinco mandados de busca e apreensão, sendo quatro em residências e um em imóvel comercial. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais da Comarca de Cuiabá, com parecer favorável do Ministério Público.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos e começaram em 2023. Conforme a Polícia Civil, o principal investigado coordenava a venda ilegal de pistolas e espingardas e também seria responsável por organizar a logística para envio de celulares ao interior da PCE. Outro suspeito atuaria no transporte e ocultação dos aparelhos. Um terceiro alvo, mesmo já preso, é apontado como liderança dentro da unidade prisional.

Durante a apuração, a Denarc também identificou o uso de um drone sem registro na Agência Nacional de Aviação Civil, equipado com dispositivo de garra. Segundo a investigação, o equipamento teria realizado ao menos 67 voos, inclusive sobre a Penitenciária Central do Estado e a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto, em horários próximos a registros de apreensão de materiais ilícitos nas unidades.

De acordo com o delegado Marcelo Miranda Muniz, responsável pelo caso, o inquérito reuniu provas por meio de análise de dados, inteligência policial e técnicas forenses. As diligências seguem para identificar outros integrantes do grupo, aprofundar o rastreamento do fluxo de armas e de recursos financeiros e verificar possíveis conexões com outras redes criminosas.

Os investigados devem responder por comércio ilegal de arma de fogo, introdução clandestina de aparelho telefônico em estabelecimento prisional e integração à organização criminosa.

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