A personal trainer Débora Sander relatou ter recebido três alertas do botão do pânico após a soltura do ex-marido, o policial civil Sanderson Ferreira de Castro Souza, que passou a usar tornozeleira eletrônica. Segundo a vítima, os acionamentos ocorreram após a concessão de liberdade ao agressor monitorado.
De acordo com o relato, dois alertas foram registrados no sábado (21) e um terceiro na segunda-feira (23), às 11h23, em frente ao local de trabalho dela, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. Débora afirmou que não chegou a ver o ex-marido, mas explicou que o sistema dispara automaticamente quando o monitorado entra na área de segurança delimitada em torno da vítima.
A reportagem informa que a vítima recebeu orientações sobre o funcionamento do mecanismo de proteção. Conforme a explicação citada, a central de monitoramento mantém um perímetro de 500 metros e, quando o agressor cruza esse limite, o alerta é emitido. Em vias de grande circulação, o acionamento pode ocorrer por cruzamento momentâneo de rotas, sem permanência no local.
Ainda segundo o procedimento descrito, se o monitorado permanece na área protegida, a central entra em contato com a vítima e com o agressor para determinar o afastamento. Em caso de descumprimento, o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) pode ser acionado para envio de viatura.
Débora relatou medo diante dos acionamentos e informou que registrou ocorrência. O caso ganhou repercussão após denúncias públicas de violência doméstica, e a vítima afirma que a soltura reacendeu o estado de alerta. A reportagem também cita que a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT) foi procurada para esclarecer detalhes técnicos e eventuais registros formais de violação, mas não havia respondido até o fechamento do texto.







