A Polícia Federal cumpriu, nesta semana, mandado de busca e apreensão contra Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no âmbito da Operação Coffee Break, que investiga um esquema de fraudes em licitações e superfaturamento em contratos de tecnologia educacional. Durante o cumprimento do mandado, agentes encontraram no local um dos filhos do presidente Lula, que não era alvo da ação.
A operação apura irregularidades na contratação de kits de robótica, softwares educacionais e serviços tecnológicos adquiridos por prefeituras com recursos do Ministério da Educação (MEC).
Segundo a PF, a empresa investigada — Life Tecnologia Educacional — teria recebido valores muito acima dos praticados no mercado, em alguns casos com superfaturamento que chegava a 3.500%.
A suspeita é que o grupo teria usado influência política para facilitar liberações de recursos e vencer licitações de forma direcionada.
Além de Carla Ariane, a investigação também cita o empresário Kalil Bittar, ex-sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”.
A presença do filho do presidente no endereço da ex-nora, embora ele não fosse alvo da operação, gerou repercussão política sobre a proximidade de investigados com o entorno familiar de Lula.
A defesa de Carla Ariane afirmou que ela “não possui qualquer participação em esquemas de corrupção” e que está colaborando com as autoridades.
Até o momento, não há indícios públicos de que o filho do presidente esteja envolvido no caso.
A PF seguirá analisando documentos, celulares e computadores apreendidos para aprofundar a apuração sobre o suposto esquema de direcionamento de licitações.
A operação também deve avançar sobre contratos firmados em diferentes municípios e repasses federais feitos nos últimos anos.





