Polícia Civil cumpre 50 ordens judiciais contra facção envolvida em tráfico e lavagem de dinheiro em Rondonópolis

Foto: PJC

Rondonópolis (MT) — A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta terça-feira (27 de janeiro de 2026) a Operação Libertas, com o objetivo de desarticular uma célula de facção criminosa envolvida em tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa na cidade de Rondonópolis, especialmente no bairro Jardim Brasília.

A ação é conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com ordens expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias da Comarca de Cuiabá.

Quantidade de ordens judiciais cumpridas

A operação cumpre 50 ordens judiciais, incluindo:

  • 28 mandados de busca e apreensão
  • 22 mandados de prisão preventiva
  • Quebra de sigilo bancário e telemático
  • Bloqueio de contas bancárias
  • Outras medidas cautelares

Todas as diligências são realizadas no município de Rondonópolis, com atuação de 17 equipes policiais da Delegacia Regional local.

A Operação Libertas integra a Operação Inter Partes, dentro do programa Tolerância Zero Contra Facções Criminosas, promovido pelo Governo de Mato Grosso, que intensificou o combate às facções em todo o estado.

As investigações tiveram início em maio de 2024, após prisões por tráfico realizadas pela Derf, que resultaram na apreensão de:

  • Drogas
  • Armas
  • Dinheiro
  • Outros materiais ligados à facção criminosa

A partir disso, foram instaurados três inquéritos policiais para aprofundar as apurações.

A Polícia Civil identificou que os investigados fazem parte de uma célula estruturada da facção criminosa, com funções definidas dentro da organização.

Entre os alvos estão:

  • Uma liderança da facção, responsável por negociar e distribuir drogas na região
  • Um “gerente” do tráfico, encarregado da distribuição de entorpecentes e recolhimento do dinheiro das vendas

As investigações apontaram um esquema de movimentação e ocultação de recursos ilícitos provenientes do tráfico.

O grupo utilizava:

  • Contas bancárias de terceiros (“laranjas”)
  • Pessoas que emprestavam, cediam ou abriam contas para a facção
  • Estruturas financeiras para ocultar a origem e o destino do dinheiro

Segundo a delegada responsável pelo caso, Anna Paula Marien, esses indivíduos atuavam como suporte logístico e financeiro, mesmo sem envolvimento direto na venda de drogas ou em atos violentos.

A investigação identificou:

  • Recebimentos incompatíveis com a renda declarada
  • Transferências rápidas a terceiros sem justificativa comercial legítima
  • Movimentações bancárias fracionadas, típicas de lavagem de dinheiro

Essas práticas indicam ciência da origem criminosa dos recursos e anuência no proveito econômico ilícito, segundo a Polícia Civil.

A operação busca:

  • Desarticular a estrutura financeira da facção
  • Prender integrantes estratégicos da organização
  • Interromper o fluxo de dinheiro do tráfico
  • Reunir provas para responsabilização penal dos envolvidos
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