A Justiça condenou o policial penal Josiel Alves da Silva Ferreira por envolvimento no ingresso ilegal de celulares no sistema prisional, além do contrabando de drogas e outros produtos ilícitos. Com a decisão, ele também perdeu o cargo público e o direito ao porte de arma.
De acordo com a investigação, o servidor cobrava R$ 2,5 mil para levar aparelhos celulares a detentos. O caso veio à tona após a apreensão de um celular com um preso que atuava em serviços de manutenção dentro da unidade prisional. Durante a apuração, o custodiado teria apontado Josiel como responsável pela venda do aparelho.
Ainda segundo os investigadores, na véspera da Operação Infiltrados, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso em julho de 2025, o policial foi monitorado e flagrado recebendo uma sacola com celulares, carregadores e fumo. O material teria sido entregue por um homem recém-egresso do sistema penitenciário e monitorado por tornozeleira eletrônica.
A sentença fixou pena de 11 anos e seis meses de reclusão, além de cinco meses e 18 dias de detenção. A condenação reforça o desdobramento judicial de uma investigação que apurou violações funcionais graves dentro do sistema prisional. Até a publicação da reportagem original, a defesa do ex-servidor não havia sido localizada.






