Publicitária ligada ao PT recebeu R$ 5 milhões do “Careca do INSS”, revela relatório do Coaf

Da reportagem

Um novo capítulo explosivo surge no escândalo que envolve o chamado “Careca do INSS”. De acordo com relatório do Coaf enviado à CPMI do INSS, o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como figura central nas suspeitas de fraudes previdenciárias, teria transferido R$ 5 milhões para a publicitária Danielle Fonteles, conhecida por atuar em campanhas do Partido dos Trabalhadores (PT).

As transações ocorreram entre novembro de 2023 e março de 2025, divididas em seis parcelas milionárias. O documento do Coaf não crava irregularidade, mas levanta o alerta: os valores foram classificados como “movimentação financeira atípica”, o que coloca mais lenha na fogueira das investigações.

Procurada, Danielle Fonteles afirmou que o dinheiro é fruto da venda de uma casa de praia em Trancoso (BA). O problema é que, segundo fontes ouvidas pela coluna Radar, da revista VEJA, o negócio nunca foi oficialmente concluído. Ou seja, o valor milionário teria sido transferido sem registro de compra e venda, o que reforça o mistério em torno da transação.

Danielle não é uma figura nova no noticiário político. A publicitária já apareceu em investigações ligadas à Operação Lava Jato, que apurou o financiamento de campanhas do PT e supostos contratos superfaturados. Agora, volta à cena sob os holofotes de uma investigação que mistura política, poder e dinheiro público.

O Coaf descreve os repasses como “relevantes e incompatíveis com o perfil de movimentação habitual” da publicitária. Um dos bancos responsáveis pelas operações teria acionado o mecanismo de comunicação de movimentação atípica, devido ao alto valor e à ausência de vínculo comercial conhecido entre Danielle e o empresário investigado.

A revelação caiu como uma bomba no Congresso e acendeu o sinal de alerta na CPMI do INSS, que já investiga o suposto desvio bilionário de recursos públicos. Parlamentares da oposição pedem que Danielle seja convocada para prestar depoimento e explicar os depósitos milionários.

Enquanto isso, aliados do governo pedem cautela e lembram que o relatório não comprova crime, apenas indica a necessidade de apuração.

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