A nova Reforma Administrativa em discussão no Congresso vem gerando forte indignação. O texto propõe um teto de gastos apenas para estados e municípios, deixando o governo federal fora das limitações.
Na prática, a medida obriga prefeitos e governadores a conter despesas com salários e investimentos, enquanto a União continua com liberdade total para gastar. Especialistas e líderes políticos classificam o projeto como desequilibrado e centralizador, que penaliza quem mais sofre com a falta de recursos.
Além do teto seletivo, o texto prevê avaliações rígidas para servidores, corte de benefícios e restrição de cargos comissionados. Para sindicatos, a reforma representa um ataque ao funcionalismo e uma ameaça à autonomia dos estados.
Governadores e prefeitos já articulam resistência à proposta, que promete acirrar o embate entre Brasília e as administrações locais nos próximos dias.






