A tentativa de fuga do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, terminou de forma frustrada após uma operação que revelou planejamento minucioso, indícios claros de evasão e uma série de circunstâncias que chamaram a atenção das autoridades.
Investigadores apontam que Vasques desligou o GPS do veículo, preparou malas com antecedência e chegou a levar um cachorro da raça pitbull, o que reforçou a suspeita de que ele não pretendia retornar ao Brasil. O destino seria o Paraguai, em uma tentativa de escapar do cumprimento de decisões judiciais.
De acordo com informações apuradas, a movimentação do ex-chefe da PRF já vinha sendo monitorada pelas autoridades. O desligamento do sistema de rastreamento, aliado ao transporte de pertences pessoais e do animal de estimação, foi interpretado como um forte indicativo de fuga definitiva, e não de uma simples viagem.
A situação se agravou quando investigadores constataram que o ex-dirigente teria adotado medidas para dificultar a localização, o que levou à intensificação do monitoramento e à rápida atuação para impedir a evasão.
A tentativa de fuga foi interrompida antes que Silvinei Vasques conseguisse se estabelecer fora do país. Ele foi localizado no Paraguai e posteriormente reconduzido ao Brasil, onde permanece à disposição da Justiça.
Fontes ligadas à investigação indicam que o episódio pesou negativamente na análise judicial, reforçando o entendimento de risco concreto de fuga, elemento decisivo para a manutenção de medidas mais severas contra o ex-dirigente.
Silvinei Vasques é figura central em investigações que apuram uso indevido da estrutura da PRF, especialmente no contexto das eleições, além de outros desdobramentos criminais que resultaram em condenação e imposição de pena elevada. O caso ganhou repercussão nacional por envolver a cúpula de um órgão federal estratégico.
A tentativa de fuga, segundo analistas jurídicos, fragiliza ainda mais a situação processual do ex-chefe da PRF, pois evidencia comportamento incompatível com o dever de colaboração com a Justiça.
O episódio da “fuga frustrada” ganhou contornos simbólicos: GPS desligado, malas prontas e um pitbull no carro passaram a representar, para investigadores, a materialização de um plano que já estava em curso e que só não se concretizou graças à rápida intervenção das autoridades.
A investigação segue em andamento, e novas informações poderão ser incorporadas aos autos para avaliação judicial das condutas relacionadas à tentativa de evasão.





