A Polícia Civil de Mato Grosso (PJC) deflagrou, nesta quarta-feira (26), a Operação Vertigem, que investiga um servidor do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) suspeito de integrar um esquema de venda de drogas sintéticas em Cuiabá. O servidor é apontado como um dos articuladores do grupo responsável por intermediar a compra de substâncias como ecstasy, MDMA e LSD, distribuídas principalmente em festas privadas e círculos sociais de alto poder aquisitivo.
De acordo com a investigação, o servidor organizava grupos de rateio, reunindo compradores interessados nas drogas e intermediando o pagamento e a entrega. A PJC identificou que o fornecedor principal estaria no Paraguai, responsável por enviar remessas das substâncias ao Brasil.
Além do ecstasy e LSD, o esquema também distribuía produtos conhecidos popularmente como “bala”, “roda” e “doce”, frequentemente consumidos em eventos fechados e festas da elite cuiabana.
Na nova fase da operação, foram cumpridos 17 mandados judiciais entre Cuiabá e Rio de Janeiro, incluindo ordens de prisão preventiva e busca e apreensão. A investigação faz parte de uma rede nacional de combate a organizações criminosas coordenada pelo Ministério da Justiça.
A PJC já havia apreendido, em etapas anteriores da operação, documentos e dispositivos eletrônicos que apontavam a participação do servidor no esquema. A nova fase busca consolidar provas, mapear a cadeia de distribuição e identificar outros possíveis envolvidos.
A participação de um servidor do Judiciário no esquema aumenta a repercussão do caso e pressiona por esclarecimentos internos. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso deve acompanhar o caso e adotar medidas administrativas conforme o andamento das investigações.
A Operação Vertigem segue em andamento, e a polícia trabalha para rastrear o fluxo financeiro e localizar o fornecedor internacional.





