Sindicato denuncia interferência do governo em decisão do Poder Judiciário

Foto: Olhar Direto

O embate entre o governador Mauro Mendes (União Brasil) e o Poder Judiciário de Mato Grosso ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (28). O presidente do Sindicato dos Servidores do Judiciário (Sinjusmat), Rosenwal Rodrigues dos Santos, acusou o governador de tentar impedir o reajuste salarial de 6,8% aprovado para a categoria.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Rosenwal afirmou que Mendes estaria interferindo no duodécimo do Judiciário, desrespeitando a autonomia dos poderes.

“Depois de atacar o Judiciário em janeiro, sugerindo câmeras para juízes e desembargadores, o governador agora tenta barrar o reajuste garantido por lei. Senhor Mauro Mendes, respeite a Constituição”, disse o sindicalista.

As declarações fazem referência à fala polêmica de Mendes em janeiro deste ano, quando ele comparou policiais que cometem irregularidades a magistrados que “vendem sentenças”. A frase gerou forte reação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que repudiou as afirmações e cobrou respeito institucional.

O Sinjusmat cobra a implementação imediata do reajuste de 6,8%, aprovado em primeira votação na Assembleia Legislativa. Segundo o governo, o aumento provocaria efeito cascata sobre outras categorias e impacto de até R$ 1,4 bilhão nas contas do Estado, caso fosse estendido a todo o funcionalismo.

Rosenwal questionou a justificativa do Executivo e pediu isonomia:

“Se teme um efeito cascata, que conceda também o RGA atrasado aos servidores do Executivo. É hora de respeitar os direitos dos servidores públicos.”

A disputa reacende o clima de tensão entre o Executivo e o Judiciário, que já vinham se desentendendo desde o início do ano. Servidores do Judiciário chegaram a declarar estado de greve em protesto contra o governo e prometem intensificar mobilizações caso o reajuste não seja mantido.

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