O ministro Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin negou habeas corpus e manteve a prisão preventiva do empresário Luiz Paulo Carloni Filho, de Barra do Garças, investigado por suspeita de aplicar golpes que, segundo a apuração, podem ultrapassar R$ 3 milhões. Ele é alvo da Operação Ilusione, conduzida pela Polícia Civil, e estaria foragido desde março de 2024.
A decisão foi proferida na segunda-feira (02/02/2026). No pedido ao STF, a defesa solicitou o direito à ampla defesa e a possibilidade de participação remota em atos processuais, incluindo interrogatório por videoconferência, contestando negativas anteriores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e do Superior Tribunal de Justiça.
Ao analisar o caso, Zanin afirmou que a legislação não prevê interrogatório virtual para réus foragidos e disse não identificar ilegalidade ou abuso de poder que justificasse a concessão do habeas corpus. Com isso, negou seguimento ao pedido, com base no regimento interno do STF.
Conforme a publicação, o empresário é investigado por apropriação indébita, estelionato e lavagem de dinheiro, com prejuízos atribuídos a vítimas em Barra do Garças e outros estados. Ainda de acordo com o processo mencionado, ele mantinha uma loja de veículos no Centro da cidade, vendia automóveis financiados e prometia quitar os débitos, o que não ocorria. A reportagem também cita possível ligação com agiotas da região.
Segundo o texto, desde a expedição da ordem de prisão, em março de 2024, o empresário tenta revogar a preventiva, sem sucesso.






