O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, se declarou suspeito para analisar a ação que pede a instalação de uma CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. A manifestação ocorreu nesta quarta-feira, 11 de março, depois de o ministro ter sido sorteado relator do caso no STF.
Com a decisão, o processo deixou de ficar sob responsabilidade de Toffoli e foi redistribuído ao ministro Cristiano Zanin, que passou a relatar o mandado de segurança apresentado para cobrar a criação da comissão parlamentar.
A ação foi protocolada pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg e questiona a ausência de instalação da CPI na Câmara, mesmo após o requerimento ter reunido apoio parlamentar suficiente. O pedido mira investigações sobre suspeitas envolvendo o Banco Master e o BRB.
A suspeição de Toffoli ocorre em meio à pressão provocada pela repercussão de supostas ligações entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro, personagem central do caso Master. Em fevereiro, Toffoli já havia deixado a relatoria do inquérito principal após a Polícia Federal informar ao STF que encontrou menções ao nome dele em dados extraídos do celular de Vorcaro.
Apesar do afastamento, o ministro nega qualquer irregularidade. Segundo notas divulgadas por seu gabinete e reportagens sobre o caso, Toffoli afirma não ter recebido valores e não manter relação de amizade com Vorcaro.
A nova decisão aprofunda o efeito institucional da crise em torno do Banco Master no Supremo, ao ampliar o número de processos dos quais Toffoli opta por se afastar desde o início da repercussão do caso. Essa última frase é uma síntese baseada no afastamento anterior do inquérito principal e na nova suspeição declarada agora no caso da CPI.






