Mato Grosso entrou em alerta para monitoramento de casos suspeitos de mpox após o avanço da variante Clado Ib em Rondônia. A Secretaria de Estado de Saúde informou que a nova cepa apresenta maior potencial de transmissão e citou letalidade estimada entre 3% e 10%, superior à registrada na variante Clado II.
O reforço na vigilância ocorre depois da confirmação de cinco casos em Porto Velho, fator que elevou a preocupação das autoridades sanitárias mato-grossenses em razão da proximidade entre os estados. A SES-MT orientou municípios e unidades de saúde a intensificarem a identificação e a notificação imediata de pacientes com sintomas compatíveis com a doença.
Segundo a secretaria, a variante Clado Ib pode se espalhar com mais facilidade por contato físico direto, inclusive em ambiente domiciliar e por meios não sexuais. O Estado afirma que não há motivo para pânico, mas defende atenção redobrada da população e dos profissionais de saúde para reduzir o risco de disseminação.
O comunicado estadual também relembra que Mato Grosso acumula 134 casos confirmados de mpox desde 2022. Para reforçar a resposta, a SES distribuiu orientações técnicas às prefeituras, com instruções sobre definição de caso, coleta de material, vigilância epidemiológica e fluxo de atendimento.
Entre os sinais de alerta estão lesões em mucosas, erupções cutâneas agudas e sintomas como febre, dor anorretal, sangramento e inchaço peniano. A recomendação é que qualquer pessoa com quadro suspeito procure atendimento médico imediato.
No cenário nacional, o Brasil registrava 88 casos confirmados de mpox em 2026 até o último balanço público localizado, sem óbitos no período. Internacionalmente, a circulação do Clado Ib segue sob vigilância, embora a OMS tenha encerrado em setembro de 2025 o status de emergência internacional do surto africano, mantendo a recomendação de monitoramento contínuo.






