CPI do Crime Organizado causa maior preocupação ao Governo Lula do que comissão sobre o INSS, apontam interlocutores do Planalto

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebon/ Agência Brasil

Auxiliares próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a possível instalação da CPI do Crime Organizado no Senado gera mais preocupação política ao governo do que a atual CPI que trata de irregularidades no INSS. A análise interna é de que a investigação sobre facções e milícias tem potencial de provocar desgaste público mais significativo, especialmente em um momento de intensificação dos debates sobre segurança no país.

Segundo integrantes do Planalto, a CPI do Crime Organizado deve se tornar um amplificador nacional de discussões envolvendo:

  • avanço de facções criminosas,
  • disputas territoriais em grandes centros urbanos,
  • e pressões sobre políticas de segurança pública.

A avaliação é que, diferentemente da CPI do INSS — considerada mais técnica e administrativa — a CPI das facções tende a dominar o debate político, atraindo maior atenção da opinião pública e da mídia.

A análise entre governistas é que a oposição pode transformar a CPI em palco de discurso político, associando o avanço das facções ao governo federal com o objetivo de produzir desgaste eleitoral.

Parlamentares contrários ao governo já sinalizaram que pretendem:

  • convocar ministros,
  • exigir explicações sobre estratégias de segurança nacional,
  • e direcionar críticas à condução do tema em áreas sensíveis, como Rio de Janeiro e fronteiras.

No caso da CPI que investiga fraudes no INSS, o Planalto avalia que o governo tem conseguido:

  • responder tecnicamente aos questionamentos,
  • propor ajustes administrativos,
  • e neutralizar impactos públicos.

Já na segurança pública, aliados reconhecem que o tema envolve percepção direta da população, o que torna a disputa política mais desfavorável.

Para tentar reduzir danos, o governo deve:

  • atuar na indicação de nomes aliados à composição da CPI,
  • buscar relatórios equilibrados,
  • e evitar que depoimentos se tornem focos de crise.

Nos bastidores, líderes da base avaliam que será necessário fortalecer a comunicação pública, demonstrando ações já realizadas na área da segurança.

A CPI do Crime Organizado deve ser instalada no Senado, após articulação de grupos de oposição. A definição de relatoria e presidência deve indicar o tom dos trabalhos.

Enquanto isso, o Planalto acompanha os movimentos e prepara estratégia de contenção de danos.

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