CPI da Câmara aponta rombo de R$ 655 milhões na gestão do ex-prefeito de Cuiabá

Foto: Luiz Alves/Secom Cuiabá

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Câmara Municipal de Cuiabá concluiu que a gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD) deixou um rombo estimado em R$ 655 milhões nas contas públicas do município. O relatório final foi apresentado após meses de análise de documentos, depoimentos de ex-secretários e auditorias internas.

Segundo o relatório, o valor corresponde a:

  • Cerca de R$ 360 milhões em dívidas acumuladas e não quitadas durante o período da administração;
  • Aproximadamente R$ 295 milhões em empenhos sem cobertura orçamentária, ou seja, despesas assumidas sem previsão real de pagamento.

Os vereadores apontam que parte desses gastos foi realizada no fim do mandato, o que teria prejudicado a capacidade financeira da atual gestão.

O documento atribui responsabilidade direta ao ex-prefeito Emanuel Pinheiro e indica também a possível participação de ex-secretários municipais das áreas de:

  • Saúde,
  • Educação,
  • Obras,
  • Administração,
  • Fazenda.

A CPI recomenda que os nomes envolvidos sejam encaminhados ao Ministério Público do Estado (MPE-MT) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para abertura de procedimentos cíveis e penais.

O relatório final será enviado para:

  • Ministério Público Estadual, para apuração de improbidade administrativa;
  • Tribunal de Contas, para análise de responsabilidade fiscal;
  • Controladoria Municipal, para reforço de medidas de transparência.

Até o momento, Emanuel Pinheiro não se manifestou sobre as conclusões da CPI. Em outras ocasiões, o ex-prefeito afirmou que cumpriu a legislação fiscal e que os débitos decorrem de queda de arrecadação e demandas emergenciais, como a pandemia.

O rombo apontado pela CPI dificulta:

  • realização de novos investimentos,
  • execução de obras estruturais,
  • equilíbrio do orçamento do município.

A prefeitura afirmou que já trabalha em plano de reequilíbrio fiscal.

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