A Câmara Municipal de Várzea Grande exonerou um servidor conhecido como “invisível”, que ocupava cargo comissionado no Legislativo municipal, após ele ser preso em flagrante por agressão. A demissão foi oficializada por meio de ato administrativo publicado com efeitos retroativos.
O servidor era lotado no gabinete do vereador Braz Jaciro e vinha sendo alvo de questionamentos por supostamente não exercer atividades regulares no local de trabalho, apesar de constar na folha de pagamento da Câmara.
A exoneração ocorreu depois que o servidor foi preso por agredir a companheira, em ocorrência registrada pelas forças de segurança. O caso se enquadra como violência doméstica, crime que resultou na prisão em flagrante e na adoção das medidas legais cabíveis.
Diante da repercussão do episódio, a Mesa Diretora da Câmara decidiu pela demissão imediata, buscando afastar o servidor do quadro funcional e evitar novos desgastes institucionais.
Antes mesmo da prisão, o servidor já era alvo de críticas internas e externas por ser apontado como “servidor invisível” — expressão utilizada para designar funcionários que, embora nomeados, raramente são vistos desempenhando funções no Legislativo.
O caso reacendeu o debate sobre a fiscalização de cargos comissionados, transparência na administração pública e a responsabilidade dos parlamentares na indicação e acompanhamento de seus assessores.
A Câmara Municipal informou que a exoneração foi adotada em razão da gravidade dos fatos e que não compactua com qualquer forma de violência, especialmente a violência doméstica. O Legislativo destacou ainda que atos praticados na esfera pessoal podem, dependendo do caso, impactar diretamente a permanência de servidores em cargos públicos, sobretudo os de livre nomeação.
O episódio gerou repercussão no meio político local e nas redes sociais, aumentando a pressão por maior rigor na escolha de assessores, controle da frequência e transparência na utilização de recursos públicos destinados a cargos comissionados.






