Os Correios encerraram o ano de 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, aprofundando a crise financeira da estatal. O resultado é mais de três vezes superior ao rombo registrado em 2024, quando a empresa havia fechado o exercício com perdas de R$ 2,6 bilhões.
Além do prejuízo bilionário, a empresa terminou o período com patrimônio líquido negativo de R$ 13,1 bilhões. O dado é um dos principais indicadores do agravamento fiscal da estatal e mostra deterioração nas contas em relação ao exercício anterior.
A receita bruta dos Correios somou R$ 17,3 bilhões em 2025, com queda de 11,35% na comparação com 2024. A redução no faturamento ocorreu em meio a um cenário de pressão sobre as operações e aumento das despesas.
Entre os fatores que mais impactaram o resultado estão os gastos com processos judiciais e precatórios. Esse grupo de despesas somou cerca de R$ 6,4 bilhões ao longo do ano e teve peso decisivo no fechamento negativo das contas.
A empresa também atribui parte do resultado ao avanço dos custos operacionais. Diante do quadro, os Correios apresentaram um plano de reestruturação fiscal e financeira, com o objetivo de tentar recuperar a sustentabilidade da estatal no longo prazo.
O novo balanço reforça a pressão sobre a direção da empresa em um momento de debate sobre eficiência, despesas e capacidade de reação da estatal diante da queda de receitas e do acúmulo de passivos.







