O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes criticou o vazamento de conversas privadas atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro e classificou a divulgação do material como uma “barbárie institucional”. A manifestação foi feita publicamente na segunda-feira, 9 de março, em meio à repercussão de conteúdos extraídos do celular do empresário.
Na publicação, Gilmar afirmou que a exposição de diálogos de cunho estritamente privado, sem vínculo com ilícitos, representa grave violação ao direito à intimidade e transgride os limites estabelecidos pela Constituição e pela legislação brasileira. O ministro também relacionou o episódio ao contexto da semana do Dia Internacional da Mulher.
A declaração ocorre após a circulação de mensagens atribuídas a Vorcaro, que passaram a alimentar novas reações no meio político e jurídico. A defesa do empresário questionou a divulgação do conteúdo e pediu providências ao Supremo Tribunal Federal.
Em resposta, o ministro André Mendonça determinou a abertura de inquérito para apurar a origem do vazamento dos dados sigilosos. Segundo informações divulgadas pelo STF, a investigação busca identificar quem teve acesso ao material e permitiu sua exposição pública.
O episódio amplia a tensão em torno do caso Vorcaro e desloca parte do debate para a proteção da intimidade e da cadeia de custódia de informações obtidas em investigações. Essa leitura decorre da manifestação de Gilmar e da abertura formal de investigação sobre o vazamento.






