A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso instaurou procedimento administrativo para apurar as circunstâncias que podem ter levado à soltura de um homem acusado de matar a própria irmã em Cuiabá. A suspeita inicial é de que uma falha humana durante consulta ao Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões tenha contribuído para a liberação do investigado.
O caso está relacionado à morte da adolescente Estefani Pereira Soares, de 17 anos, encontrada sem vida nas proximidades de um córrego no bairro Três Barras, na capital, na noite de quarta-feira, 11 de março. Conforme a reportagem, a jovem havia desaparecido no dia anterior. O principal suspeito é o irmão dela, Marcos Pereira Soares, detido ainda na mesma noite na avenida Brasil, no bairro CPA II.
Segundo as informações preliminares reunidas pela Corregedoria, o nome do suspeito aparecia vinculado a dois Registros Judiciais Individuais no sistema. Essa duplicidade pode ter gerado inconsistências na verificação das informações processuais durante a consulta ao BNMP, ferramenta utilizada pelo Judiciário para controle de mandados de prisão e outras medidas judiciais.
Até o momento, de acordo com a própria Corregedoria, não há indícios de falha no funcionamento do sistema. A linha de apuração se concentra em verificar se houve erro na conferência dos dados ou outro fator humano que tenha interferido no procedimento de checagem.
A investigação interna deverá detalhar como a consulta foi realizada, quais informações estavam disponíveis no momento da análise e se houve responsabilidade de servidores ou de outros envolvidos no processo. O órgão informou que seguirá acompanhando o caso e adotará as providências cabíveis, observando o devido processo legal.






