Um papiloscopista da Politec, que atua no Instituto Médico Legal, é investigado por suspeita de envolvimento em um esquema de falsificação de identidades usado por integrantes de facção criminosa em Mato Grosso.
As apurações fazem parte da Operação Hidra de Lerna, conduzida pela Polícia Civil em conjunto com a Politec. As ordens judiciais foram cumpridas na residência do servidor, em Várzea Grande, e também nas dependências do IML, em Cuiabá.
Segundo as investigações, o servidor teria facilitado a confecção de documentos falsos utilizados por criminosos para tentar despistar a Justiça. Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares aos investigados, como proibição de contato entre eles e impedimento de deixar a comarca sem autorização judicial.
Durante o cumprimento das ordens na casa do servidor, os policiais apreenderam anabolizantes e canetas emagrecedoras contrabandeadas.
A investigação teve início em julho de 2025, após a prisão de um homem de 44 anos, conhecido como “Perfume” ou “Kaiak”. Ele é apontado como integrante de uma facção criminosa paulista e estava foragido havia pelo menos 12 anos em Mato Grosso.
Com o suspeito, a polícia encontrou uma pistola com numeração raspada e documentos falsos usados por ele, pela companheira e pelos dois filhos, de 12 e 15 anos.
Na primeira fase da operação, deflagrada em agosto de 2025, a polícia identificou um homem de 66 anos apontado como intermediário do esquema. A análise dos materiais apreendidos revelou a ligação entre esse suspeito, que utilizava múltiplas identidades falsas, e o papiloscopista investigado.
De acordo com a delegada Eliane da Silva Moraes, titular da Delegacia de Estelionato, o trabalho integrado entre a Polícia Civil e a Politec foi essencial para desarticular um esquema de falsificação de documentos ligado a outros crimes.
O nome da operação, Hidra de Lerna, faz referência à criatura mitológica de várias cabeças, em alusão às diferentes identidades falsas usadas pelos investigados para escapar da Justiça.






