Pedido de CPI sobre caso Banco Master pressiona Senado e mira apuração de vínculos com ministros do STF

Foto: Agência Senado

A articulação para instalar uma CPI sobre o caso Banco Master voltou a ganhar força no Senado e ampliou a pressão política sobre a Presidência da Casa. A proposta busca apurar eventuais vínculos pessoais, financeiros ou institucionais de ministros do Supremo Tribunal Federal com fatos relacionados ao banco e ao seu antigo controlador.

Embora publicações recentes mencionem apoio de 40 senadores, registros oficiais divulgados pelo Senado e informações levadas ao STF apontam que o requerimento já alcançou 53 assinaturas, número superior ao mínimo exigido para a criação de uma comissão parlamentar de inquérito.

O impasse está na tramitação interna. Senadores que defendem a investigação afirmam que o pedido ainda depende de leitura em plenário para sair do papel, o que mantém a decisão sob influência direta da Presidência do Senado. Por isso, o nome do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, passou ao centro da disputa política em torno da instalação da CPI.

Nos últimos dias, a cobrança pública aumentou. Parlamentares cobraram resposta institucional ao requerimento e reforçaram que a comissão teria fato determinado e apoio suficiente para avançar. Em meio à pressão, Alcolumbre indicou que o assunto poderá ser tratado em reunião de líderes.

O caso Banco Master já vinha sendo alvo de outras frentes de investigação e debates no Congresso, o que ampliou o desgaste político em torno do tema. Com a nova ofensiva, a instalação ou não da CPI deve seguir como um dos pontos de tensão entre setores do Senado e integrantes do Judiciário.

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