A Associação Movimento Brasil Laico protocolou uma representação na Procuradoria Regional Eleitoral do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro pedindo a aplicação de sanções contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o pastor Silas Malafaia, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo e outros pré-candidatos.
O pedido foi apresentado na segunda-feira, 4 de maio, após um culto realizado no domingo, 3 de maio, na sede da igreja, na Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro.
Na representação, a entidade afirma que o culto teria extrapolado os limites da atividade religiosa e se transformado em um ato de campanha eleitoral antecipada. O movimento também aponta suposto abuso de poder religioso.
Durante a cerimônia, Silas Malafaia chamou políticos ao altar e declarou apoio a Flávio Bolsonaro para a disputa presidencial de 2026. Segundo reportagem do Poder360, o evento reuniu cerca de 6 mil fiéis.
Para o Movimento Brasil Laico, a conduta viola regras da legislação eleitoral, que proíbe propaganda em templos religiosos, por serem considerados bens de uso comum. A entidade pede que o Ministério Público Eleitoral avalie o caso e aplique as sanções máximas previstas em lei, incluindo a inelegibilidade dos envolvidos.
Além de Flávio Bolsonaro e Malafaia, a representação também cita a Assembleia de Deus Vitória em Cristo e outros pré-candidatos que teriam participado do ato no altar durante a cerimônia religiosa.
O caso agora será analisado pela Procuradoria Regional Eleitoral, que poderá pedir esclarecimentos, arquivar a representação ou adotar medidas judiciais, caso entenda haver indícios de irregularidade eleitoral.
Até o momento, trata-se de uma representação apresentada por uma entidade civil. Não há decisão judicial declarando inelegibilidade dos citados.






