China reconhece Brasil livre de febre aftosa e decisão beneficia pecuária de Mato Grosso

Foto: Gerada por IA

Lideranças de Mato Grosso comemoraram a decisão do Governo da China de reconhecer todo o território brasileiro como livre de febre aftosa.

A medida foi anunciada na terça-feira, 2 de junho, e elimina restrições sanitárias que ainda eram impostas pelo país asiático. Com isso, o setor pecuário brasileiro ganha melhores condições para ampliar as exportações de carne bovina ao mercado chinês.

Mato Grosso está entre os principais beneficiados pela decisão. O Estado é o maior produtor e exportador de carne bovina do Brasil e tem a China como principal destino comercial.

Somente entre janeiro e abril de 2026, Mato Grosso exportou cerca de US$ 797 milhões em carne bovina para o mercado chinês. O volume representa quase 30% de toda a carne enviada pelo Brasil à China no período.

Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, o reconhecimento reforça a confiança internacional na produção pecuária mato-grossense e cria um ambiente mais favorável para novos negócios.

A decisão também fortalece a posição de Mato Grosso no comércio exterior e contribui para manter a competitividade de um setor considerado estratégico para a economia estadual.

O reconhecimento chinês ocorre cerca de um ano após a Organização Mundial de Saúde Animal, OMSA, conceder ao Brasil o status de país livre de febre aftosa sem vacinação.

Em Mato Grosso, o último registro da doença ocorreu em 1996. Desde então, o Estado avançou em programas de defesa agropecuária, vigilância sanitária, fiscalização e controle do rebanho bovino.

Em 2025, Mato Grosso alcançou o mais alto nível de certificação sanitária concedido pela OMSA, resultado considerado fundamental para ampliar a credibilidade do setor produtivo no mercado internacional.

O senador Carlos Fávaro também comemorou a decisão chinesa e classificou o reconhecimento como um marco para a agropecuária brasileira.

Segundo o parlamentar, a medida comprova a qualidade sanitária do Brasil e amplia as oportunidades comerciais para a pecuária, com reflexos na geração de emprego, renda e riqueza.

Além da carne bovina, a decisão da China também pode abrir espaço para outros segmentos da produção animal brasileira no mercado asiático.

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