O senador Flávio Bolsonaro, do PL-RJ, pediu ao Supremo Tribunal Federal que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado suspeito para atuar em um caso relacionado ao empresário Daniel Vorcaro e ao Banco Master.
A petição foi protocolada na segunda-feira, 1º de junho, e mira um requerimento apresentado pelo deputado federal Lindbergh Farias, do PT-RJ.
No pedido original, Lindbergh solicita a ampliação de um inquérito envolvendo Eduardo Bolsonaro para que também sejam incluídos Flávio Bolsonaro e o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o deputado petista, haveria indícios de ligação entre a atuação internacional de Eduardo, uma campanha por sanções contra autoridades brasileiras e negociações para financiamento do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória política de Jair Bolsonaro.
A defesa de Flávio Bolsonaro sustenta que Moraes não teria a imparcialidade necessária para analisar requerimentos relacionados a Daniel Vorcaro e ao Banco Master.
Entre os argumentos apresentados está a contratação do escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, pelo Banco Master.
Os advogados também citam mensagens atribuídas a Alexandre de Moraes que teriam sido encontradas no celular de Daniel Vorcaro. Para a defesa, esses elementos indicariam proximidade suficiente para comprometer a imparcialidade do magistrado.
Com base nessa alegação, Flávio pede que Moraes seja declarado suspeito para analisar o requerimento apresentado por Lindbergh Farias.
A defesa também solicita que o caso seja redistribuído ao ministro André Mendonça, apontado como relator de investigações envolvendo o Banco Master.
Alexandre de Moraes já havia encaminhado ofício à Procuradoria-Geral da República para que o órgão se manifestasse sobre a possível inclusão de Flávio e Jair Bolsonaro no inquérito.
O pedido de suspeição ainda deverá ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal.






