A secretária municipal de Saúde de Tangará da Serra, Angela Xavier Belizário, afirmou que a Prefeitura vai responder ao Ministério Público de Mato Grosso com documentos sobre escalas médicas, classificação de risco e medidas de acolhimento adotadas na rede municipal.
A manifestação ocorre após recomendação do MPMT para que o município adote providências diante de possíveis falhas no atendimento a pacientes, especialmente gestantes.
As unidades citadas são a UPA Ari Torres e o Hospital Municipal Arlete Daisy Cichetti de Brito.
Na recomendação, o Ministério Público apontou relatos de falta de médicos, estrutura inadequada e atendimento considerado grosseiro em unidades de saúde do município.
O órgão também citou casos de gestantes que teriam sido orientadas a retornar para casa mesmo sentindo dores e em situações de risco.
De acordo com a secretária, a UPA conta atualmente com cinco médicos em atuação.
Segundo Angela, três profissionais ficam na porta de entrada da unidade, atendendo os pacientes conforme a classificação de risco. Outros dois médicos atuam em setores específicos, sendo um na semi-intensiva e outro no consultório destinado à chegada de ambulâncias.
A secretária também afirmou que o Ministério da Saúde exige a presença de clínico geral na UPA, e não obrigatoriamente de pediatra ou obstetra dentro da unidade.
Sobre o atendimento às gestantes, Angela disse que a decisão de liberar ou manter uma paciente em observação cabe ao médico responsável pelo atendimento.
Apesar disso, a Secretaria informou que vai reforçar o acolhimento às mulheres grávidas.
Uma sala exclusiva está sendo organizada para receber gestantes, estejam elas ou não em trabalho de parto. A proposta é oferecer um ambiente mais reservado, acolhedor e humanizado.
Angela afirmou ainda que parte das recomendações do MP já faz parte da rotina da rede municipal, como a classificação de risco dos pacientes e a orientação para atendimento humanizado, mas que os pontos serão reforçados junto às equipes.
A secretária também comentou as medidas adotadas após o decreto de calamidade pública na saúde. Segundo ela, o município enfrentou sobrecarga de casos de influenza, o que levou à ampliação dos horários de atendimento e ao reforço das equipes.
Com a redução dos casos, o decreto foi suspenso. A partir de 1º de julho, a unidade da Cohab Tarumã deixará de funcionar em horário estendido.
O atendimento ampliado continuará apenas nas unidades do Centro e do Jardim Presidente.
A Secretaria informou ainda que há um planejamento em andamento para melhorar a estrutura da unidade, mas que a medida ainda precisa ser formalizada. A previsão é que o anúncio seja feito na próxima terça-feira (30).






