O Ministério Público de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º), a segunda fase da Operação Gomorra.
A ação apura supostas fraudes em processos licitatórios e na execução de contratos firmados com a administração pública.
A operação foi conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal, o Naco Criminal, do Ministério Público Estadual.
As diligências foram realizadas em Cuiabá e em Campo Verde, município localizado a 139 quilômetros da Capital.
A ação contou com apoio da Polícia Civil, da Controladoria-Geral do Estado e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco.
Durante a operação, foram cumpridas medidas de busca e apreensão, quebra dos sigilos telemático e fiscal, afastamento de servidores públicos de suas funções e indisponibilidade de bens de investigados.
As medidas foram autorizadas pela Justiça.
Em Cuiabá, os mandados foram cumpridos em residências e empresas.
Já em Campo Verde, as diligências ocorreram na Prefeitura e nas casas de dois servidores públicos investigados.
Segundo o Ministério Público, esta nova etapa busca aprofundar as investigações, reunir novas provas e esclarecer a possível participação de agentes públicos e particulares nas supostas irregularidades.
A primeira fase da Operação Gomorra foi deflagrada em novembro de 2024.
Na ocasião, foram cumpridos seis mandados de prisão temporária e 11 mandados de busca e apreensão contra investigados suspeitos de integrar uma organização criminosa.
A investigação mirava supostas fraudes em licitações e desvio de recursos públicos em Barão de Melgaço.
À época, o Ministério Público informou que os alvos eram servidores da Prefeitura, empresários e quatro empresas pertencentes ao mesmo grupo familiar.
Conforme as investigações, as empresas prestavam serviços de locação para o departamento de frotas do município.
O nome Operação Gomorra, segundo o MPMT, faz referência à Operação Sodoma, deflagrada em Mato Grosso em 2015.
Naquele período, a investigação buscava desarticular uma organização criminosa suspeita de fraudes em licitações e recebimento de vantagens indevidas.
Ainda segundo o Ministério Público, um dos denunciados na Operação Sodoma voltou a ser investigado na Operação Gomorra.
As investigações seguem em andamento.





