Unemat Tangará desenvolve maracujá adaptado com produtividade de 35 toneladas por hectare

Foto: Reprodução

Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade do Estado de Mato Grosso, no câmpus de Tangará da Serra, resultou na criação da cultivar de maracujá Solar.

A nova variedade foi desenvolvida especialmente para as condições climáticas e de solo de Mato Grosso.

A expectativa é que a cultivar alcance produtividade entre 30 e 35 toneladas por hectare, oferecendo aos produtores rurais uma alternativa mais adaptada à realidade do Estado.

O projeto é coordenado pelo professor Willian Krause e integra um programa de melhoramento genético da Unemat.

O objetivo da pesquisa é desenvolver cultivares mais resistentes a pragas e doenças, com frutos de melhor qualidade e maior potencial de comercialização.

As sementes da cultivar Solar já começaram a ser disponibilizadas aos produtores interessados.

Segundo os pesquisadores, o desenvolvimento da nova variedade surgiu da necessidade de atender às características específicas do clima e dos solos mato-grossenses.

O maracujazeiro exige clima quente, chuvas bem distribuídas e solos bem drenados, ricos em matéria orgânica.

Em Mato Grosso, o manejo adequado do solo e a irrigação são considerados fundamentais para garantir maior produtividade e frutos de boa qualidade.

Outro ponto destacado pela equipe é a importância da polinização manual.

O procedimento contribui para aumentar a taxa de frutificação e permite que a lavoura alcance índices mais elevados de produção.

A pesquisa conta com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso, a Fapemat, e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq.

O projeto também tem a participação de produtores rurais que acompanham os resultados no campo.

Além da cultivar Solar, o programa de pesquisa reúne mais de 20 integrantes, entre bolsistas de iniciação científica, estudantes de graduação, mestrado e doutorado.

As pesquisas desenvolvidas pela Unemat também envolvem outras culturas de importância econômica para Mato Grosso, como abacaxi, mamão e melancia.

A expectativa da equipe é validar novas cultivares nos próximos anos, ampliando as opções disponíveis para os produtores rurais.

Com isso, a universidade busca fortalecer a horticultura regional e contribuir para o desenvolvimento da fruticultura em Tangará da Serra e em outras regiões do Estado.

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