O advogado da família de Renato Gomes Nery, Walmir Cavalheri, afirmou que a expectativa da acusação é que Alex Roberto de Queiroz Silva, réu confesso pelo assassinato do advogado, faça novas revelações durante o julgamento pelo Tribunal do Júri, realizado em Cuiabá.
Alex é apontado como o autor dos disparos que mataram Renato Nery. Por isso, segundo Cavalheri, a discussão no plenário deve se concentrar na dosimetria da pena e na possibilidade de colaboração do acusado com a Justiça.
Para o advogado, caso o réu revele quem encomendou o crime e detalhe a participação dos demais envolvidos, essa postura poderá influenciar na quantidade de pena aplicada.
Cavalheri também afirmou que os valores pagos ao executor estão praticamente comprovados nos autos. Segundo ele, Alex teria recebido cerca de R$ 110 mil, com promessa de pagamento total de R$ 200 mil pela execução.
Apesar da confissão, o advogado destacou que a investigação nunca apontou que Alex tenha planejado ou executado o homicídio sozinho.
De acordo com Cavalheri, os supostos mandantes moravam em município distante de Cuiabá, e não há comprovação de contato direto entre eles e o executor antes do crime.
Além de Alex, outras cinco pessoas foram denunciadas por participação no assassinato. No entanto, ainda não há previsão para que esses acusados sejam levados ao Tribunal do Júri, já que todos respondem a recursos em instâncias superiores.
Na avaliação do advogado da família, Alex Roberto de Queiroz Silva pode receber uma pena entre 20 e 25 anos de prisão. Ele também afirmou acreditar que o julgamento poderá ser concluído ainda nesta quarta-feira, com a definição da sentença pelo Conselho de Sentença.
Conforme denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, Alex teria atuado sob coordenação do policial militar Heron Teixeira Pena Vieira.
A acusação aponta que o homicídio teria sido motivado por uma disputa envolvendo uma fazenda de mais de 12 mil hectares em Novo São Joaquim.
Ainda segundo o MPMT, os empresários Cesar Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos teriam encomendado a morte do advogado. O policial militar Jackson Pereira Barbosa é apontado como responsável por intermediar a negociação entre os supostos mandantes e executores.
As investigações indicam que Alex e Heron teriam monitorado a rotina da vítima antes do atentado e, após o crime, destruído provas e tentado ocultar a motocicleta utilizada na fuga.





