A falta de mulheres interessadas em concorrer nas eleições de 2026 impediu o Progressistas de completar sua chapa de candidatos a deputado estadual em Mato Grosso.
A informação foi apresentada pelo presidente estadual da legenda, Nilson Leitão, na noite de terça-feira (4), após a convenção do Republicanos.
Segundo o dirigente, o PP possuía entre três e quatro homens interessados em integrar a chapa proporcional da Federação União Progressista, formada com o União Brasil.
No entanto, os nomes não puderam ser incluídos porque a composição não alcançou o percentual mínimo de candidaturas femininas exigido pela legislação eleitoral.
Regra exige mínimo de 30% de cada gênero
Durante a entrevista, Nilson afirmou que seria necessário indicar uma mulher para cada homem incluído na chapa.
A legislação eleitoral, porém, não determina uma divisão igualitária de 50% para cada gênero.
Nas eleições proporcionais, partidos e federações precisam preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% das candidaturas com pessoas de cada gênero.
O cálculo considera o número de candidatos efetivamente registrados.
Quando uma legenda não consegue atingir o percentual mínimo, deve reduzir o número de candidaturas do gênero majoritário para adequar a chapa às regras eleitorais.
Nilson aponta dificuldade para atrair mulheres
Nilson Leitão afirmou que a dificuldade não seria exclusiva do Progressistas e também estaria sendo enfrentada por outras legendas.
Segundo ele, é difícil convencer mulheres a participarem das disputas eleitorais, principalmente quando esse trabalho ocorre apenas durante o período das convenções.
O dirigente defendeu que os partidos promovam, durante todo o ciclo político, ações destinadas a ampliar a presença feminina nas eleições.
Nilson assumiu o comando estadual do PP entre fevereiro e março de 2026, período em que a sigla ainda passava por reorganização.
Ele declarou que uma de suas prioridades será fortalecer o partido para as próximas disputas.
Chapa federal passará por mudanças
O Progressistas também deverá reorganizar a chapa para deputado federal após a saída de Fábio Garcia da disputa proporcional.
O partido havia inscrito 11 candidatos à Câmara dos Deputados.
Fábio deixou a composição para ocupar a vaga de candidato a vice-governador na chapa liderada por Otaviano Pivetta, do Republicanos.
Segundo Nilson, a ata partidária seria entregue inicialmente para cumprir o prazo legal, mas ainda poderia receber ajustes até a meia-noite desta quarta-feira (5).
A maior parte dos nomes deverá permanecer, embora alterações pontuais ainda possam ser realizadas.
Mesmo reconhecendo que Fábio Garcia poderia estar entre os candidatos mais votados para deputado federal, Nilson afirmou que apoia a decisão do aliado de disputar a vice-governadoria.






